Reforma Tributária em Janeiro de 2026: Como se preparar?

A Reforma Tributária em Janeiro de 2026 marca o início da fase prática do novo sistema de IVA dual no Brasil, com IBS e CBS substituindo gradualmente ICMS, ISS, PIS e COFINS.

Mesmo com alíquotas simbólicas de 0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS, a mudança exige preparação imediata de sistemas, processos e equipes em praticamente todas as empresas.

Além disso, a transição se estenderá até 2033, o que torna os primeiros meses decisivos para evitar erros que podem se acumular ao longo dos anos. Portanto, quem se organiza agora reduz riscos de autuações, custos inesperados e retrabalho operacional.

O que muda em Janeiro de 2026 com a Reforma Tributária?

A partir de 1º de janeiro de 2026, as empresas começam a emitir documentos fiscais com destaque para IBS e CBS, em um modelo “por fora” e com campos próprios nas NF-e e demais documentos.

Assim, o cálculo deixa de considerar apenas ISS, PIS e COFINS e passa a incluir, também, o novo IVA dual, o que altera imediatamente rotinas de faturamento, contabilidade e obrigações acessórias.

Além disso, a lógica de tributação passa a priorizar o destino. Em vez de focar na localização do prestador ou vendedor, o sistema considera o local do consumidor, exigindo revisão detalhada de cadastros e regras de tributação por Estado.

Outro ponto sensível é a retenção na fonte.

O tomador de serviços assume novas responsabilidades, inclusive solidárias, e precisa seguir as novas alíquotas e códigos de tributação, mesmo que ainda em fase de testes.

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Fase de transição do IBS e CBS em 2026

Em 2026, a Reforma Tributária inicia uma fase de testes com alíquotas reduzidas de 0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS.

Essas alíquotas simbólicas servem para validar sistemas, layouts de notas fiscais, regras de apuração e integrações entre empresas e Fisco, sem grande impacto financeiro imediato.

Apesar disso, a apuração já precisa seguir as novas regras de não cumulatividade e de segregação entre os tributos.

Créditos de IBS compensam apenas débitos de IBS, e o mesmo ocorre com a CBS, o que exige controles contábeis separados e processos bem definidos desde o primeiro dia.

Além disso, erros cometidos em janeiro tendem a se repetir nos meses seguintes se não forem corrigidos rapidamente. Por isso, o período de 2026 funciona como um “ano escola” para ajustar cadastros, sistemas e rotinas com o menor risco possível.

Impactos imediatos da Reforma Tributária em Janeiro de 2026

Mesmo com alíquotas baixas, a Reforma Tributária traz impacto operacional intenso. Sistemas de gestão precisarão emitir notas com IBS e CBS, enviar arquivos com novos campos e suportar regras de destino e de apuração não cumulativa.

Além disso, empresas devem lidar com novos layouts de obrigações acessórias e com validações mais rígidas pelos órgãos fiscais. Assim, qualquer falha de parametrização pode gerar rejeição de documentos, perda de créditos e problemas de caixa.

Por fim, haverá custos imediatos de adaptação. Atualização de softwares, testes em ambiente de homologação, treinamento de equipes e revisão de cadastros se tornam inevitáveis para operar com segurança.

Obrigações e ajustes logo no começo da transição

Já em janeiro de 2026, a empresa precisará cumprir algumas tarefas essenciais para se manter em conformidade com a Reforma Tributária em Janeiro de 2026.

Entre as principais obrigações estão:

  • Atualizar cadastros fiscais: CNPJ, inscrições estaduais e municipais devem estar consistentes, pois inconsistências podem bloquear emissões corretas de IBS e CBS.

  • Adequar sistemas de faturamento: ERPs e emissores de NF-e precisam estar aptos a destacar IBS e CBS por operação, com classificação fiscal correta de produtos e serviços.

  • Segregar contas contábeis: a contabilidade deve separar claramente créditos e débitos de IBS e CBS, sem misturar esses tributos com ICMS, ISS, PIS e COFINS.

  • Treinar equipes-chave: times de faturamento, fiscal, contabilidade e TI precisam entender o novo modelo e saber como agir diante de erros de cálculo ou rejeições de notas.

  • Ajustar rotinas de apuração e pagamento: novos prazos e processos de entrega de declarações exigem revisão do calendário tributário da empresa.

Dessa forma, a empresa reduz a chance de acumular passivos e evita retrabalhos que consomem tempo e recursos.

Como se preparar para não ter problemas fiscais em 2026?

Para atravessar a Reforma Tributária com segurança, a preparação precisa ser antecipada e estruturada.

É essencial começar com um diagnóstico tributário completo, mapeando regime, tipos de operações, Estados envolvidos, setores atendidos e riscos específicos.

Em seguida, vale simular cenários em ambiente de testes.

Emissão de notas com IBS e CBS, conferência de créditos, análise de relatórios e revisão de classificações fiscais ajudam a encontrar falhas antes que elas impactem operações reais.

Além disso, a empresa precisa alinhar-se com clientes e fornecedores. Ao comunicar previamente as mudanças, padronizar modelos de nota, definir fluxos de conferência e revisar cláusulas contratuais, todos os envolvidos ganham previsibilidade na transição.

Passos práticos durante e depois da virada

Para tornar prática a preparação para a Reforma Tributária em Janeiro de 2026, um plano de ação dividido em etapas ajuda bastante.

Na virada e em janeiro de 2026:

  • Conclua parametrizações em produção e valide as primeiras emissões com IBS e CBS em operações de baixo risco.

  • Documente os novos fluxos em manuais simples para orientar o time no dia a dia.

Nos primeiros meses de 2026:

  • Monitore diariamente a emissão de notas, a apropriação de créditos e as apurações.

  • Registre erros, corrija rapidamente e ajuste cadastros e rotinas sempre que necessário.

Papel da contabilidade na Reforma Tributária em Janeiro de 2026

Na Reforma Tributária em Janeiro de 2026, a contabilidade passa de função meramente operacional para papel estratégico no negócio. Um contador especializado traduz normas complexas em regras claras de sistema, plano de contas e controles internos.

Dessa forma, a empresa ganha segurança jurídica e previsibilidade financeira em um cenário de grande mudança.

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Referências

Receita Federal do Brasil. “Reforma Tributária – Implementação IBS e CBS 2026” (2025).

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